Ana Celina

Acesso Comunicação

MARCAS E AMOR – relação de causa e efeito

É véspera do dia dos namorados. Todas as mídias levam para esse foco. Vejo as marcas cada uma com sua personalidade colocando seus produtos a disposição do consumidor para que sejam o elo da demonstração de afeto entre duas (ou mais) pessoas. Fico pensando o quanto de emoção e o quanto de razão está contida nessa equação. E o quanto nós planejadores, gestores e proprietários de marcas percebemos que nessa complexa equação está sim contido muito amor. Enquanto profissional desenvolvemos uma relação visceral com as marcas que cuidamos, usamos de muita técnica para cresçam, para que se consolidem e para que financeiramente sejam “um case de sucesso”. O amor verdadeiro deve ser assim: uma equação de razão e emoção que faça com que o outro se torne melhor e cresça. Há pessoas que são mais marcantes que outras, tem sua personalidade com características reconhecidas e isso faz com que ela desperte mais paixões e seja mais atrativa que outras pessoas. O mesmo acontece com as marcas. Há marcas que despertam paixões, que são mais admiradas e desejadas que outras. Não é por acaso. Alguém cuidou delas, alguém investiu tempo e dinheiro para que viessem a ser protagonistas de emoções. E isso faz girar a economia, exatamente, nossas relações com as marcas. Quem nunca comprou sem poder comprar? As marcas seduzem. Há marcas que morrem, assim como os amores, algumas deixam saudades e serão sempre lembradas, outras não. Há marcas que precisamos mudar para que cresçam e assim se relacionarem melhor com o mercado, assim como as pessoas. Existem as marcas alegres, as respeitadas, as mais queridas, as que nos dão orgulho e também as que nos envergonham. Tudo isso é reflexo do que investimos, do como cuidamos. Quando se dá amor, se recebe amor. É uma relação de sinergia. Existem exceções, relações que não cuidamos e que se consolidam, marcas que não recebem investimento e cuidados e que tem vida longa no mercado. Se nesses casos houvesse “construção” certamente seria uma relação muito mais intensa seja entre as pessoas, seja com o mercado.

E nisso tudo não há nada de romantismo: tem técnica, tem planejamento, tem investimento, tem mensuração, tem ameaça, tem disputa, até aqui tudo igual as nossas relações afetivas da vida pessoal o que difere é que no mercado corporativo não temos muitas chances de errar, o fim do mês e o fim do ano chegam sempre e a tolerância é zero. Enquanto uma relação mal cuidada pode se arrastar a vida toda, mesmo que a um alto custo pessoal, uma marca mal cuidada não se sustenta, não rentabiliza, morre.

O que me faz concluir esses pensamentos oriundos das campanhas de dia dos namorados é que para ambos os casos, seja PF ou PJ, o melhor caminho é sempre a verdade, é não viver o faz de conta. Cuide de verdade porque o namoro entre pessoas ou entre marcas e mercado só é bom quando é perene, e isso vai bem além de um “dia dos namorados”.